13.02.09

Ontem foi a catástrofe da Libra, há algum tempo a catástrofe do Dolar, e estamos provalvelmente em vésperas do desmonoramento de quase tudo o que parece ainda manter-se de pé. Estes fenómenos parecem já grandes para todo o século, se acontecimentos consideraveis, sucedendo-se com breves intervalos, não tivessem enfraquecido a nossa própria sensibilidade. É nos dado assistir à derrocada sucessiva das orgulhosas empresas economicas do nosso tempo: a política dos salarios elevados, a politica da superprodução (mais com menos), a politica das largas despesas publicas, a politica dos nacionalismos exclusivistas, a politica do Estado-policia que não faz nada e a politica , enfim, do Estado protector que pretende fazer tudo. Sob todos os climas e em todos os continentes, as medidas mais opostas, as orientações mais contrárias não provocaram mais que ruinas; sobre as finanças públicas, sobre o crédito, sobre os capitais, sobre a propriedade, sobre os salários, sobre o mundo do trabalho amontoam-se as ruinas de uma devastação sem comparações. Parece nunca ter havido tantas desgraças tantas misérias, e mesmo aqueles que acreditavam poder desafiar o mundo pela imensidão  dos seus territorios e riquezas, não lhes puderam nem conseguiram escapar.

Deformámos  a noção de riqueza, separámo-la da sua finalidade que é sustentar dignamente a vida humana, fizemos dela uma categoria independente que nada tem a ver com o interesse colectivo nem com a moral, e suposémos que o destino dos indeviduos, dos Estados ou de gentes podia ser acumular bens sem utilidade social, sem regras  de justiça na sua aquisição e no seu emprego.

publicado por morgadexsedlex às 22:03

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