18.03.09

Passa por nós um vendaval furioso. Se vem integrado nos "apregoados ventos da história" ou é uma tempestade para fustigar esta velha nação já cansada de enfrentar vagas? Não se sabe.

Não vale a pena agora averiguar o que aconteceu. Aconteceu e na furia do vento canalizado pela ingenuidade de alguns opinion-makers, mas soprado pelos piores inimigos de Portugal e ao mesmo tempo de todos nós, e mais uma vez se foram mais uns trastes velhos do antigo solar e herança de muitas gerações.

A realidade acertou-nos como um soco no estômago, deixou-nos completamente arruinados, entre destroços do imobiliario e os cacos de uma sociedade egoista, numa casa sem portas nem janelas, à mercê de outros ventos, casamentos, chuvas e trovões.

Mas alguns de nós não se resignam, nem se deixam abater com obstáculos, por enormes que sejam as tormentas, alguns de nós teimam em transformá-las em "Boas Esperanças". Para isso temos que apurar o nosso instinto de sobrevivência, e para isso todos nós sabemos que a primeira coisa a fazer é, arrumar a casa...

Como se arruma a casa? No tempo da minha avó, era à paulada, uns bons tabefes chegavam para pôr a casa na ordem, hoje em dia é mais dificil, há uma serie de leis que protegem quem desarruma a casa a nossa e a deles...Usando a força e a frugilidade dos náufragos que têm que lutar constantemente contra as vagas e não sabem quantos dias terão de chegar as suas escassas provisões, temos que desde já olhar em frente e lutar como um só... um povo que sempre enfrentou e enfrenta as vagas de frente, que não teme nada nem niguem... E lembrarmo-nos de Alvares Pereira, Martin Moniz, Afonso Henriques, Marquês de Pombal, e de todos os outros que acharem que merecem ser lembrados, pois só grandes portugueses é que fazem outros grandes portugueses...

Temos que ter em Portugal um HOMEM honesto, corajoso, inteligente e de bom senso que aceite o pesado encargo de encaminhar esta que foi a mais bela das caravelas e está agora transformada numa jangada de náufragos, num caminho variável, ou seja para o trabalho na ordem e para a liberdade em segurança.

Sim porque Portugal é uma jangada frágil, desunida, quase desmantelada, e é necessário aguentar com todas as forças para não naufragar, quando todos já percebemos que o "Comandante" eleito não é capaz de o fazer. Só resta aos tripulantes o motim nas proximas eleições.

Europeias, Legislativas, Autarquicas, vejam nos gráficos da história quando é que o país avançou, quem estava ao seu leme... e pensem... pensem para que lado devemos virar para não naufragarmos.

 

música: Paz, Pão, Povo e Liberdade
publicado por morgadexsedlex às 22:33

Europeias, Legislativas, Autarquicas Manda-me os links dos graficos.
Texto muito bem escrito, completamente de acordo.
Eu vou votar, e não é em branco, pois o voto em branco só favorece quem ganha, e não adianta mostrar o descontentamento assim.
VeraM a 21 de Março de 2009 às 11:09

Não há alternativas, alternativas só existem nas corridas de touros.

Penso que já não há jangadas, simplesmente andamos agarrados a alguns destroços que flutuam.

Quanto a mim já sei em quem vou votar nas Europeias, e não será no que seria previsível.

Ou melhor sei em quem não vou votar... não será no José, nem na Manuela, não será no Jerónimo nem no Francisco L., nem tão pouco no Paulo.

Isto exige mais que uma revolução, uma revolução seria um mero paliativo... ora paliativo ... pau... logo teremos de resolver isso da maneira como a sua avó dizia.

Isto vai dar "molho" e é em todos os países.

JÁ NÃO VAMOS LÁ COM FALINHAS MANSAS, MAS SEI QUANDO ACTUARMOS VAI HAVER PRANTO E RANGER DE DENTES.
Cap Napol a 22 de Março de 2009 às 22:11

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