21.09.08

Hoje é Domingo e já estou farto de Tv"s a manobrar o meu juizo ( não que tenha muito ) numa forma tudo menos, honesta, subi a escadas e venho juntar mais um BLOG a esta estranha coisa chamada internet, ou como diria Pessoa: "Primeiro estranha-se, depois entranha-se".

Neste blog vou tentar ser justo, directo, imparcial e critico com tudo o que achar importante neste país, onde acima de tudo continuamos a ser Portugueses até ao fim. Quero exprimir os meus pontos de vista, colocar as minhas duvidas e esperar encontrar respostas para muitas delas...

 

 

Deixo-vos um texto antigo, mas actual

 

A Filha de D.Afonso Henriques

 

D. Afonso Henriques

Meu Pai

Vós que me criaste

Que do jugo dos estrangeiros me libertaste

Que as minhas fronteiras alargaste

Que para mim, cidades, vilas e aldeias conquistaste

Vós, meu pai, meu senhor

D. Afonso Henriques

Meu rei

Vêde ao que eu cheguei

Eu, fui aquela que a fé Dilatou por esse mundo que criei

Eu! que a Biblia e o amor por lá espalhei

Eu!

Que a civilização por lá espalhei

Eu!

Que descobri p`ró mundo novos mundos

Eu!

Que fui perdão e fui grandeza

Eu!

que santos embalei no peito meu

Eu!

Que de Guerreiros fui mãe

De heróis avó

ESTOU HOJE ASSIM ABANDONADA E SÓ!

Meu pai

Vós que me criaste com amor

Vós que me pusestes neste mundo

Vós que o mundo ainda inveja

Desde a Inês de Castro

Até à freira lá de Beja

Eu que dei ao mundo

Aqui neste cantinho

Um Eça de Queiroz e um Gago Coutinho

E num dia feliz

Eu tive o prémio Nobel

P`las mãos de Egas Moniz

Eu ditosa mãe

Por tais filhos amada

Que tenho hoje? NADA!

Só vejo ambições e ânsias de poder

Traições e mais traições

Meus filhos a sofrer

E com a alma em sangue ouvir dizer

Que esta terra

De Santos, Herois, Navegadores, é tambem

De Invejosos, Gatunos e traidores!

Meu pai

Meu rei e meu senhor

É esta a minha dor

A dor de mãe

Que agora é até enxovalhada, amesquinhada

Por aqueles a quem do nada fez alguem

Sim!

sou eu, meu pai

A vossa filha

A que foi Fama

A que foi Fé

A que foi Amor

A que foi Grandeza

E que hoje  nada mais é

Que a pobre Pátria Portuguesa!

A que foi altiva, nobre e orgulhosa

Dum passado jamais visto

Feito de espada e de Justiça

De amor e devoção

De lágrimas e sangue

O sangue da naçaõ

Feito de Heróis, Santos e Guerreiros

Pelos quais ainda vivo, ainda existo

Eu!

Que espalhei pelo mundo as caravelas

e com elas bem alto a Cruz de Cristo

Sim

Sou eu, meu pai, sou eu

A mãe de D. henrique, de Cabral

De Nuno Álvares Pereira

Gaspar Corte Real

De Egas Moniz

De Filipa de Vilhena e Brites de Almeida

De Afonso de Albuquerque

E de Vasco da Gama

Eu! A que de heróis dei tantas gerações

Eu!

Que sobre o mundo

Espalhei a minha grandeza

E que o sol nunca se punha na terra Portuguesa

Eu!

Que povos uni

Chineses, brancos, negros

E a quem todos tratei

de uma mesma maneira

Que todos acolhi

Sob a mesma bandeira

Eu!

Meu pai

Que dei ao mundo o exemplo

da fé e da coragem

Do amor e da paixão

Aqui estou eu

Meu pai

Nesta incerteza

Aqui junto de vós

Num peito dolorido

Num orgulho ofendido

Assim

Envolta

Num grito de revolta

Num ser dilacerado

Num todo que só vejo

Já mais que destroçado

Sim!

Aqui!

Junto de vós

eu estou

Numa romagem de saudade

Para vos dizer, que ando agora por aí

ESTENDENDO A MÃO À CARIDADE!!!!

                                                                          E.Damas

 

Sem duvida que se encaixa neste nosso "Portugalito"

 

 

 

 

 

publicado por morgadexsedlex às 23:30

Sem dúvida que esta prosa rimada é actual e, não me importava nada de o fazer outra vez... Quem sabe???
Beijinhos da
Mãe
Vera a 24 de Setembro de 2008 às 10:50

lol
svoboda a 29 de Setembro de 2008 às 18:01

mais sobre mim
Setembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

22
23
25
26
27

28
30


arquivos
2010:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2009:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2008:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


pesquisar
 
blogs SAPO