12.12.08

Sobre tudo, um pouco causa e um pouco efeito de todas as outras desordens, o funcionamento irregular dos poderes publicos.

Qualquer que seja o valor do Homem e a rectidão das suas intenções, os partidos, os movimentos de cidadania (que estão na moda) que se criam para representar por direito a democracia, e exercem de facto a soberania nacional, mas sempre conspirando ao mesmo tempo contra o próprio poder.

A Presidência da Republica estável mas sem força (para já), o Parlamento oferece o espectaculo do desacordo, da incapacidade governativa, da falta sem justificação, do obstrucinismo total à justiça escandaliza o país com o seu procedimento e inferior qualidade do seu trabalho.

Aos ministros falta raciocinio geral e pensamento próprio, as linhas são para seguir mesmo que sejam linhas mal feitas, não podem governar mesmo que o desejem faze-lo.

todos acham que têem a tampa da panela indicada....

A administração publica mesmo a das autarquias que em vez de representar unidade e acção progressiva é neste momento o simbolo vivo da falta de colaboração geral, da irregularidade, da desorganização geradora, até mesmo nos melhores espiritos, do cepticismo, da indiferença e do pessimismo.

Intimamente ligada a esta desordem, que envenena toda a vida portuguesa, há em Portugal a desordem financeira e a desordem economica que agravando-se mutuamente, agravam ainda mais a desordem politica.

Chama-se a isto Desordem total num país que nem noutros tempos passou tão mal.

publicado por morgadexsedlex às 18:04

11.12.08

Pois é, lá venho eu aqui dar mais uma opinião escrita, isto porque não tenho tempo de antena....lol.

 

Feitas as contas há uns vereadores autárquicos que saem mais caros que outros.

Isto claro, pesando na balança o que fazem ou deixam de fazer...

 

Então façam lá estas simples contas, entre paragens e arranques de obra o Tunel do Marquês custou mais coisa menos coisa que €5 milhões, entre despejos e quebras de contractos vamos calcular pelos numeros dos jornais mais €1,5 milhões, mais assessores cerca de €100.000 (9) mais secretários (2) cerca de €45000 e nestes ultimos dois itens não estão calculadas ajudas de custo(tipo apresentação de despesas de representação etc), mais o que tem preparado para acontecer até às eleiçôes vai basicamente ascender a quase €8 mlhões de euros de gastos sem nada acontecer, só prejudicar a população de Lisboa... que fica sem espaços e com mais transtorno...

 

Ora dividindo isto por 24 (2 anos de mandato) este Vereador custa à CML (OU SEJA, A NÓS...) cerca de €333,333 mil  por mês...

 

Digam lá que isto não é caro???

 

Para cumulo agora, vem os senhores que o ajudaram a pôr lá dizer e passo a citar "O ZÉ AFINAL NÂO FAZ FALTA!"

 

Por estas continhas feitas à pressa, o Sr. Vereador é sóóóóó, O VEREDOR MAIS CARO DA HISTÓRIA DA CAMARA MUNICIPAL DE LISBOA.

 

 

 

 

música: Monty Python (Always look on the brigth side of life)
publicado por morgadexsedlex às 14:52

05.12.08

 

 Bem hoje e ao fim de algum tempo volto a escrever, e desta vez sobre algo que me deixa furioso, pois estou fartinho de ver o Parque Mayer de rastos e com todos a valerem-se dele para algo.

 

Fui à apresentação do novo Capitolio hoje de manha, e com toda a pompa e circunstância ( como já é hábito no Ps) foram todos chamados à grande obra que vai ser o novo Capitolio.

 

Para quem não sabe o Cine-Teatro Capitolio é uma obra de Cristino da Silva que data de 1929 (telas finais) e tem como seu primeiro baptismo o nome de EL DOURADO derivado às suas linhas arrojadas e às suas laterais basculantes em vidro que com a luz emanada do seu interior lhe dava uma aura dourada... El Dourado era como o seu proprio nome indicava uma utupia que depressa Cristino da Silva percebeu, não tinha viabilidade economica (já em 1929) portanto em meados dos anos 30 e com a chegada do cinema sonoro depressa se chega à conclusão que era urgente alterar alguns aspectos do então El Dourado.

 

O patrocinio da obra (sim porque nem nesta altura o estado entrou com algum) obrigava a que o monumento de betão armado tivesse um nome português foi então que se passou a chamar CAPITOLIO, ja com um desenho mais teatro deixando de ser uma sala para cafe/cervejaria para concertos de Charlston ou bailes de fim de tarde. Foi tambem acrescentado uma cobertura para o então Jardim-Cinema pudesse funcionar mais que dois três meses por ano. Já que com as modificações era então possivel têr dois espectaculos ao mesmo tempo.

Com a chegada destas modificações a sala passou a ter 1200 lugares sentados e mais 600 no terraço café/concerto. Isto até ao seu provisorio encerramento em 1992 onde ficou como sala de ensaios da Orquestra Metropolitana de Lisboa pois devido à sua acustica era um bom espaço para se ensaiar.

 

Desde sempre que ouvi falar em obras no Parque Mayer e sempre tentei apreciar os projectos de uma forma construtiva e positiva, se o projecto do concurso para o Parque Mayer não me parece mau, o mesmo não posso dizer do projecto para recuperar o ainda de seu nome CAPITOLIO.

A sua transformação para o recuperar à traça original vai ser a morte do espaço que não se consegue viabilizar desta forma. ( O OUTRO SENHOR PERCEBEU LOGO ISSO)

Que me interessa ter uma plateia de 500 ou 600 lugares que se mexe para a esquerda ou direita se os espectáculos que la posso apresentar logo à partida são limitados, limitados porque salas sem fosso de orquestra com teias mais pequenas que o palco e rodeadas de vidro tipo estufa são limitadas, se posso pôr uma Orquestra não vou poder dar um concerto de rock, se posso pôr poesia já não posso fazer uma comédia e não é por só haver um palco mas sim porque tecnicamente assim não é possivel. Alem disso com 500 lugares não é possivel haver preços baixos nos bilhetes logo aí só as "elites" é que teêm direito a cultura.

Lisboa não tem uma só sala com 1200 (tirando o Tivoli que é Privado) tem salas com 354 lugares(Villaret)  lugares e passa para o Coliseu com cerca de 3000.

O CAPITOLIO assim dá para trazer espectáculos de fora, montagens internas, operetas, óperas, comedias, revistas, concertos dá para tudo. Quando digo assim é claro numa forma metafórica pois eu sei que o espaço precisa de obras de requalificação, mas não de uma sentença de morte ou vai o estado assumir a programação? Não me parece, pois os teatros nacionais ou municipais só passa aquilo que ninguem (publico em geral) quer vêr.

Qual é o produtor privado que vai agarrar num espaço assim???

Em suma depois destas obras o CAPITOLIO vai ser rebaptizado.

Lisboa vai ter mais um ELEFANTE BRANCO com cinema dois ou três meses por ano se a programação da sala de bailaricos o permitir...

Esta vereação camarária esta de cabeça perdida sem saber o que fazer e trás de volta a utupia ao novo nome do CAPITOLIO - ELEFANTE BRANCO

publicado por morgadexsedlex às 01:04

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